O Jeep Commander é um dos principais produtos da marca no Brasil. Voltado para famílias grandes, o modelo aposta nos sete lugares e no bom espaço interno para conquistar seu público. Em 2025, o modelo passou por uma leve modificação no visual e agora é vendido apenas em versões de sete lugares.
A reportagem da CNN testou o Jeep Commander na versão Blackhawk por quase 20 dias. Foram mais de 700 quilômetros percorridos entre trechos de cidade e também na rodovia.
Apesar de ser um modelo familiar, a versão mais cara esconde um segredo abaixo do capô. Com quase 2 toneladas de peso, o motor Hurricane 2.0 de 272 cv e 40,8 kgfm de torque faz o modelo ir da inércia até os 100 km/h em apenas 7 segundos.
Com 4,76 metros de comprimento, 1,85 metro de largura e um entre-eixos de 2,79 metros, o espaço interno é um ponto que chama atenção. Ao usar os sete lugares, dá para conciliar o espaço com a fileira central e aliviar para a última.
O bagageiro, contudo, é pequeno. Viajar com sete pessoas pode ser um problema. Restam apenas 233 litros de porta-malas. Para quem usa sempre todos os assentos, a alternativa é comprar um maleiro de teto para levar mais carga.
Dirigibilidade
O Commander Blackhawk é um SUV que agrada na condução para quem está atrás do volante. Com uma calibração ideal, o volante e pedais são bens ajustados. A suspensão também cumpre bem o seu papel e filtra boa parte das irregularidades do solo.
A versão mais cara usa rodas escurecidas, que ganharam um novo desenho na linha 2026, de aro 19. Os pneus são de medida 235/50. Os freios são a disco nas quatro rodas e mesmo em frenagens mais bruscas ele dá conta de parar o modelo em poucos metros.
Consumo
Com um motor potente e mais de 1,8 tonelada de peso, é de se esperar que o consumo médio não seja um ponto forte.
Abastecido sempre na gasolina, fizemos médias de 7,5 km/l na cidade, após um trecho de 200 quilômetros. Em grande parte do trajeto o SUV estava com três passageiros e o ar-condicionado esteve ligado a todo momento.

Na estrada, com cinco passageiros e poucas malas, a média de consumo subiu um pouco mais e chegou aos 9,7 km/l. A rodovia, contudo, era de pista simples e com muitas lombadas. Em uma estrada mais livre, a média deve ficar perto dos 11 km/l.
Confira sete curiosidades sobre o Commander Blackhawk 2026
Bancos elétricos exclusivos
Os bancos contam com um desenho exclusivo da versão Blackhawk e também contam com a assinatura dos assentos.
O material mescla o couro com suede. São confortáveis e ainda contam com ajustes elétricos para motorista e passageiro.

Motor potente
Com um motor Hurricane 2.0 a gasolina, se quatro cilindros em linha, o conjunto é capaz de gerar 272 cv de potência e 40,8 kgfm de torque. Aliado ao motor, a transmissão é automática de 9 marchas. Assim, o SUV de sete lugares da Jeep alcança os 100 km/h em 7 segundos.

Carregador por indução com ventilação
Carregar o celular em alguns carros pode ser difícil. No Commander, além das diversas saídas USB, o carregador para smartphone está disponível e ainda tem a ventilação. A saída de ar direcionada ao aparelho ajuda para que não haja superaquecimento do celular.

Novo visual para 2026
Em 2025, o Jeep Commander recebeu novidades em seu visual. Nada de extraordinário, mas deu um charme adicional para o modelo que já tem um desenho bem resolvido.
Com novo para-choque dianteiro, a grade e a parte de iluminação são novidades. A assinatura DRL ficou acima dos faróis. Na traseira, a lanterna agora é integrada.

Sem amortecedor no capô
Por mais de R$ 300 mil reais, o Jeep Commander merecia um amortecedor no capô, que é um tanto pesado. Modelo mais simples e antigos, como o Renault Logan, já tinham essa comodidade há vários anos.

Sem modos de condução
O Jeep Commander Blackhawk não tem modos de condução. Os modos que existem no console central são para a tração.
Caso houvesse um modo Eco, seria possível deixar o pedal com um delay maior e uma programação para economizar combustível, por exemplo. Para quem preferir dirigir de maneira mais esportiva, os modos direcionados poderiam fornecer essa característica.

Não há ventilação para última fileira
Para quem viaja na terceira fileira do Commander, terá que esperar um pouco mais para passar o calor. Como não há ventilação direcionada na última fileira, os passageiros podem sofrer um pouco mais com a falta do item.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/auto/jeep-commander-blackhawk-2026-confira-7-curiosidades-sobre-o-suv/
