O BRB (Banco de Brasília) deve começar a vender ainda nesta semana os ativos do Banco Master que estão em sua carteira, segundo apurou o CNN Money. A decisão foi tomada durante reunião estratégica da instituição financeira.
Com isso, o BRB espera capitalizar pelo menos parte dos recursos previstos no provisionamento (reserva de capital) de R$ 2,6 bilhões, determinado pelo Banco Central. A operação deve constar no balanço financeiro da instituição referente a 31 de dezembro, que deve ser divulgado em março.
Segundo interlocutores, a expectativa é com isso diminuir a necessidade de um eventual aporte de recursos vindos dos cofres públicos. O governador do Distrito Federal, Ibanes Rocha (MDB), quer priorizar soluções rápidas e que gerem menos críticas públicas.
O plano de capital da instituição de Brasília para lidar com eventual prejuízo causado pelo Banco Master já está pronto e tem várias opções. A solicitação de uma linha de financiamento do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) é tida como a estratégia mais provável, pois apresenta mais vantagens.
Há ao menos cinco opções no plano de capital do BRB para cobrir perdas provocadas pelo Banco Master:
- repasse direto do Tesouro do DF e dos minoritários;
- formação de um fundo com imóveis de propriedade do governo do DF a serem transferidos para o BRB;
- uma linha de financiamento do FGC;
- repasse de ações de empresas estatais;
- um empréstimo de um consórcio de bancos.
Contudo, para implementar qualquer uma dessas medidas, é necessário o resultado das apurações que vêm sendo conduzidas por uma auditoria externa contratada pelo BRB. O número exato do prejuízo causado pelas operações com o Master ainda está sendo calculado.
As investigações indicam que a fraude está estimada em R$ 12 bilhões em carteiras inexistentes de crédito do Banco Master compradas pelo BRB.
Segundo apurou o CNN Money, há 17 fundos da instituição de Daniel Vorcaro dentro desse montante. Desse total, a instituição de Brasília conseguiu substituir ou liquidar R$ 10 bilhões.
