ADM prevê lucro menor em 2026 com impasse de bicombustíveis nos EUA


A Archer-Daniels-Midland previu nesta terça-feira (3) um lucro ajustado para ⁠o ano corrente abaixo das ‍expectativas dos analistas, refletindo o adiamento contínuo da política de biocombustíveis dos Estados Unidos e margens de esmagamento estáveis, fazendo com que suas ações caíssem 4,6% nas negociações pré-mercado.

No mês passado, a Reuters informou ​que o governo ⁠Trump planeja finalizar as cotas de mistura ‌de biocombustíveis para 2026 até o início de março, mantendo-as próximas à sua ⁠proposta inicial, mas abandonando o plano de ‌penalizar ‍as importações de combustíveis renováveis e matérias-primas.

A ‍política era originalmente esperada para o final de outubro de 2025.

Seria uma das decisões mais importantes do governo ⁠em matéria de política energética, proporcionando clareza sobre as cotas.

Devido ao adiamento, as empresas afirmaram que são forçadas a ‌suspender negócios e adiar decisões ​de gastos que moldam a produção e as margens.

O atraso, ⁠particularmente em relação aos requisitos de mistura de combustíveis renováveis, desacelerou o uso de matérias-primas como o óleo de soja produzido nas fábricas de processamento da ADM.

O lucro operacional do segmento de serviços agrícolas e oleaginosas, seu maior segmento, caiu 31% ⁠no trimestre reportado, para US$ 444 milhões.

A empresa sediada em Chicago espera que os lucros ajustados para 2026 ⁠fiquem entre US$ 3,60 e US$ 4,25 por ação, cujo ponto médio é inferior à estimativa média dos analistas de US$ 4,24 por ação, de acordo com dados compilados pela LSEG.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/adm-preve-lucro-menor-em-2026-com-impasse-de-bicombustiveis-nos-eua/

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