O MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) entrou com recurso contra a decisão que determinou o relaxamento da prisão de Monique Medeiros da Costa e Silva, ré pela morte do do menino Henry Borel, solicitando o restabelecimento da prisão preventiva.
Para a promotoria, não houve atraso na condução do processo que justificasse a revogação da custódia, permanecendo válidos os fundamentos da prisão cautelar, como a garantia da ordem pública e a preservação da instrução criminal.
Monique deixou o Instituto Penal Talavera Bruce, em Bangu, no início da noite de segunda-feira (23). A informação foi confirmada pela Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro).
A decisão que concedeu a liberdade provisória foi tomada pela juíza Elisabeth Machado Louro, após a defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior deixar o plenário durante a sessão.
Monique e Jairinho são réus por homicídio triplamente qualificado, tortura e fraude processual no caso da morte do menino Henry Borel Medeiros, que, à época, tinha apenas 4 anos. A criança morava com a mãe e o padrasto em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro.
Na mesma audiência, a magistrada determinou que os advogados de Jairinho arquem com os custos processuais decorrentes da alteração no andamento do julgamento e designou o dia 25 de maio como nova data para a realização do júri.
Após a decisão, o clima foi de comoção. O pai da criança, Leniel Borel, afirmou que recebeu a medida como “um segundo assassinato” de seu filho e cobrou respostas das autoridades sobre o andamento e a responsabilização pelo crime.
