O contrato com vencimento em maio subiu 1,26%, fechando a R$ 346,00 por arroba. Para junho, a valorização foi de 1,87%, com o ajuste em R$ 343,95 por arroba. Já o contrato de julho avançou 1,60%, cotado a R$ 343,25 por arroba, enquanto o de agosto registrou alta de 1,13%, encerrando o pregão a R$ 341,15 por arroba.
De acordo com o analista de mercado, Rodrigo Costa, o mercado iniciou a semana com ritmo mais lento nos negócios, movimento típico de segunda-feira, mas ganhou tração ao longo do dia após informações de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderia reduzir tarifas de importação de carne bovina.
Segundo o analista, a notícia trouxe maior apetite comprador e reforçou a percepção de que as exportações tendem a seguir firmes, mesmo diante do chamado “risco da cota chinesa”.
Na avaliação do analista, o cenário internacional indica que a China pode enfrentar dinâmica semelhante à observada nos Estados Unidos, com oferta restrita, consumo resiliente e preços internos em patamares elevados, o que tende a sustentar a demanda por importações brasileiras.
“Isso por si só faria com que nosso maior parceiro comercial continue comprando, seja na derrubada das tarifas ou no manejo das cotas entre exportadores”, destacou.
Segundo o analista de mercado da Terra Investimentos, Geraldo Isoldi, o pregão começou positivo diante das notícias relacionadas à China, perdeu um pouco de força ao longo do dia, mas voltou a ganhar fôlego no fechamento com a divulgação de dados fortes das exportações norte-americanas.
“O mercado abriu animado com as informações da China, depois ficou mais morno ao longo do dia, mas reagiu novamente no fechamento após os números positivos dos Estados Unidos, que mostraram embarques fortes na primeira semana. O fechamento não foi nas máximas, mas em níveis bastante firmes”, avaliou.
No mercado físico, o dia foi de pouca movimentação, mesmo para uma segunda-feira, tradicionalmente mais lenta. A expectativa agora é sobre a continuidade desse movimento ao longo da semana e a possível sustentação das altas.
No mercado interno, Costa destaca que a perspectiva também é de sustentação dos preços da arroba, apoiada pela tendência de redução do rebanho na virada do ciclo pecuário. Outro fator que contribui para o viés positivo é o mercado de reposição, que segue caro em todas as categorias, além de um momento ainda favorável para os confinadores.
Os dados mais recentes da Secex mostram que, nos primeiros cinco dias úteis de maio, o Brasil exportou 85,883 mil toneladas de carne bovina in natura, com média diária de 17,176 mil toneladas. O preço médio da tonelada permaneceu firme, em torno de US$ 6.349.
Com o desempenho de abril, o país já alcançou cerca de 50% do volume da cota anual de exportação de carne bovina destinada à China.
