Resumo:
O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro afirmou, nesta quinta-feira (23), ser alvo de uma “perseguição desproporcional” ao comentar a quebra de sigilo de seu escritório de advocacia para analisar se recebeu dinheiro de empresa que embolsou repasses do Banco Master.
Flávio negou ter recebido recursos da Copenhagen Assessoria e Consultoria e criticou a imprensa, que, segundo ele, fica “julgando e me condenando 24 horas por dia” após publicar imagens de notas fiscais que, conforme o senador, apenas o escritório e órgãos federais, como a Receita Federal, tinham acesso.
“Mesmo eu não sendo investigado por nada, por ser totalmente ficha limpa, mas ficam criando narrativas o tempo inteiro pra tentar me desumanizar e me atacar, ainda assim quebraram o meu sigilo, o sigilo do meu escritório de advocacia”, disse o senador durante uma live transmitida em seu canal no YouTube.
Ele afirmou ser alvo por representar uma ameaça ao “sistema” e comparou sua situação ao caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), investigado por suposto envolvimento no escândalo do INSS.
“Eu não sou investigado em absolutamente nada (…) vocês [imprensa] não vão me puxar para o mesmo patamar onde está o PT, onde está o Lula, onde está o Lulinha e onde está o Careca do INSS. Porque isso aqui é corrupção.”
Sem citar o Judiciário, ele também falou em perseguição ao comentar a determinação que o impede de visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
“Fico com saudades, ainda mais agora quando a gente tá proibido de ver o próprio pai (…) Eu sou claramente uma pessoa altamente perseguida, não é de agora, sei disso, desde lá de trás. Nunca reclamei de ser questionado de nada, mas está acontecendo agora algo completamente desproporcional. É completamente absurdo o que está acontecendo, porque estão vendo que eu sou uma ameaça de verdade ao sistema.”
Mais cedo, a imprensa noticiou que, no dia 7 de abril de 2025, Flávio emitiu duas notas fiscais de R$ 500 mil cada para uma empresa investigada por ligação com o caso Master, a Copenhagen Assessoria e Consultoria S.A. As duas notas, porém, acabaram canceladas.
O pré-candidato afirmou que “não aceitou trabalhar para essa empresa” e, por isso, cancelou as notas.
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