Alguns dos principais armadores globais suspenderam novas reservas ao Oriente Médio em decorrência da guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã, informou a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal).
“Essas decisões podem gerar impactos pontuais sobre prazos, custos logísticos e disponibilidade de equipamentos, especialmente para cargas refrigeradas”, diz a entidade em nota.
“Redirecionamentos já estão ocorrendo, e o setor segue atento aos desdobramentos operacionais e aos possíveis reflexos sobre fluxos comerciais para o Oriente Médio“, pontua.
Afetada pelo conflito, a região do Golfo Pérsico consome anualmente 1,2 milhão de toneladas de carnes brasileiras. Quando o assunto é a carne de frango em específico, o Oriente Médio representa cerca de 25% das exportações brasileiras.
Segundo a ABPA, aproximadamente 200 mil contêineres são enviados por ano para a região, o que representa algo entre 250 a 300 contêineres por dia.
A entidade mobilizou seu Grupo de Trabalho de Logística – que é formado por empresas do setor – para manter contato com operadores e monitorar a evolução do cenário, a fim de avaliar “eventuais medidas de contingência”.
“A ABPA continuará acompanhando o cenário e prestando apoio técnico às empresas exportadoras”, pontua.
