O analista político Pedro Venceslau destaca, no CNN 360°, que o principal desafio da equipe de comunicação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, recém-anunciado como pré-candidato à Presidência pelo PSD, é torná-lo conhecido nacionalmente.
Segundo Pedro Venceslau, o real objetivo de Gilberto Kassab, presidente do PSD, ao lançar uma candidatura própria é deixar o partido liberado para apoiar quem tiver mais chances de vencer no segundo turno. “Com uma candidatura própria, o partido não precisa se comprometer nem com Lula, nem com Bolsonaro”, explicou o analista, acrescentando que este é um movimento típico do “kassabismo”.
A questão financeira também representa um obstáculo significativo. De acordo com o analista, a leitura no entorno de Caiado é que uma campanha presidencial competitiva custa pelo menos R$ 100 milhões. O PSD tem muitas candidaturas importantes que necessitarão de recursos volumosos em estados estratégicos, como Raquel Lyra em Pernambuco e Eduardo Paes no Rio de Janeiro, além da prioridade do partido em eleger a maior bancada possível de deputados federais.
Estratégia de comunicação
A primeira etapa para tornar Caiado conhecido nacionalmente será a produção dos vídeos da propaganda de televisão do PSD nacional. Em seu discurso de lançamento, Caiado destacou sua experiência administrativa e prometeu anistia, em uma sinalização ao eleitorado bolsonarista.
O marqueteiro Paulo Vasconcelos, responsável pela campanha do governador, afirmou que “se a eleição ficar no campo ideológico, pode ser que a gente não exista”, indicando que a estratégia será evitar o confronto ideológico direto.
Esta é a segunda vez que Caiado lança sua candidatura presidencial para 2026. A primeira ocorreu no ano passado, em Salvador, quando ainda era filiado ao União Brasil. O lançamento oficial da candidatura acontecerá na convenção do PSD, em um grande ato partidário.
