O maior espetáculo esportivo doméstico dos Estados Unidos, o Super Bowl, não deverá ser afetado pelo tema mais sensível e em debate no país atualmente: as ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (2).
O Comitê Anfitrião da Bay Area informou autoridades municipais da região que o ICE não tem operações de fiscalização ou batidas planejadas para domingo (8), durante o Super Bowl, em Santa Clara, na Califórnia, de acordo com reportagem do site The Athletic.
Segundo a publicação, representantes eleitos de Santa Clara, San Jose e San Francisco — cidades que sediam eventos oficiais ao longo da semana relacionados ao Super Bowl LX — receberam o memorando enviado pelo comitê organizador.
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês) irá destacar agentes para atuar no evento, conforme relatado pelo The Athletic, em um esquema compatível com o adotado em outras grandes competições internacionais, como edições anteriores do Super Bowl, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.
A porta-voz do DHS, Tricia McLaughlin, afirmou que o departamento “não divulga operações futuras nem comenta sobre pessoal”.
Segundo ela, “a segurança do Super Bowl envolverá uma resposta integrada de todo o governo, conduzida em conformidade com a Constituição dos Estados Unidos. Aqueles que estão no país legalmente e não estão violando outras leis não têm nada a temer”.
No outono passado, o conselheiro da Casa Branca Corey Lewandowski declarou que o ICE estaria presente no Super Bowl, classificando a medida como uma “diretriz do presidente”.
A afirmação, no entanto, foi rebatida no dia seguinte pela secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, que disse não haver “nenhum plano concreto” para o envio de agentes do ICE ao jogo.
A possível participação do ICE no Super Bowl ganhou ainda mais repercussão depois que a NFL anunciou Bad Bunny como atração do show do intervalo. O cantor, nascido em Porto Rico, é um crítico declarado das ações do ICE.
