Há 45 anos, Ancelotti marcou seu único gol pela Itália e ainda levou bronca


Há 45 anos, em um 6 de janeiro como esta terça-feira, Carlo Ancelotti marcava seu único gol pela seleção da Itália.

O solitário tento do ex-meio-campista com a camisa da Azzurra foi marcado no empate por 1 a 1 contra a Holanda, válido pelo Mundialito da Fifa, no Estádio Centenario, em Montevidéu.

“Fui convocado para a seleção pela primeira vez para participar do Mundialito realizado no Uruguai. Na primeira partida, contra a Holanda, fiz um gol depois de sete minutos em campo, o segundo mais rápido da história de um estreante na equipe nacional. Joguei 26 vezes pela seleção e nunca mais voltei a marcar um gol”, declarou Ancelotti em seu livro “Liderança Tranquila”.

A competição foi organizada pela entidade que comanda o futebol mundial e reuniu na capital uruguaia as seleções campeãs do mundo (com exceção da Inglaterra), além dos holandeses, que haviam sido vice-campeões nas duas Copas anteriores (1974 e 1978).

Em um grupo que tinha Uruguai e Holanda, a Itália ficou em último lugar depois de perder para os uruguaios e empatar com a Laranja Mecânica. Com o apoio da torcida, os donos da casa ficaram em primeiro lugar na chave.

No outro grupo, o Brasil avançou após empatar com a Argentina e superar a Alemanha Ocidental.

Na decisão do torneio, que colocou frente a frente os líderes de seus respectivos grupos, o Uruguai venceu a Seleção Brasileira por 2 a 1 e conquistou o título do Mundialito.

Ancelotti levou bronca por causa de cerveja

Depois da partida diante da Holanda, a delegação italiana retornou ao hotel em Montevidéu e Ancelotti recebeu um convite dos companheiros Claudio Gentile e Marco Tardelli.

“Você tem de nos pagar uma cerveja porque marcou seu primeiro gol”, disseram.

Receoso, Ancelotti pensou em recusar o convite. Afinal, o Mundialito representava a primeira experiência do jovem meia (tinha apenas 21 anos) com a seleção. Gentile e Tardelli, porém, convenceram o colega.

Na volta ao hotel, o trio teve uma surpresa.

“Apenas conversamos e bebemos um pouco, mas ao voltarmos de táxi para o hotel já era uma hora da manhã, e quem estava bem na porta, parado, braços cruzados e
cara de poucos amigos? O treinador, lógico. A figura imponente de Enzo Bearzot”, conta Ancelotti em seu livro.

“Demos a volta, entramos pela garagem e pegamos o elevador até o andar em que estávamos; quando a porta do elevador se abriu, lá estava o técnico nos esperando. ‘Você dois vão dormir’, disse ele, apontando para Gentile e Tardelli. ‘Você vem comigo.’ Naquele momento eu soube quem mandava e quem obedecia. Bearzot disse que eu havia me deixado convencer muito facilmente e me explicou de maneira clara como deveria agir dali para frente: ouvir o tempo todo, mas sempre tomar minhas próprias decisões.”

Carlo Ancelotti ainda teria carreira longa na Azzurra, disputando 26 partidas ao todo e fazendo parte do elenco em duas Copas do Mundo — com destaque para o Mundial de 1990, no qual a anfitriã Itália ficou com a terceira colocação.

Gol, porém, só mesmo no singular. E foi aquele contra a Holanda, em Montevidéu, há 45 anos.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/futebol-internacional/futebol-italiano/ha-45-anos-ancelotti-marcou-seu-unico-gol-pela-italia-e-ainda-levou-bronca/

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