“O Cavaleiro dos Sete Reinos” é a mais nova série derivada do universo de “Game of Thrones”, depois de “A Casa do Dragão”, e estreia neste domingo (18) na HBO e na HBO Max. A CNN conversou com os atores Peter Claffey, que interpreta Sor Duncan, o Alto — conhecido como Dunk —, e Dexter Sol Ansell, que vive Egg, durante a passagem da dupla pelo Brasil em dezembro de 2025, quando estiveram em São Paulo para a CCXP.
Os atores afirmaram se sentir honrados por protagonizar uma produção ambientada no mesmo universo de “Game of Thrones”. Baseada no livro homônimo de George R. R. Martin, a série se passa cerca de 90 anos antes dos acontecimentos de “A Casa do Dragão”.
A trama acompanha Dunk, um jovem da Baixada das Pulgas que recebe uma oportunidade única: deixar a vida miserável em Porto Real para se tornar escudeiro de um cavaleiro andante. Durante sua jornada, Dunk conhece Egg, um menino de dez anos, e decide aceitá-lo como escudeiro. Juntos, os dois viajam por Westeros em busca de trabalho e novas aventuras.
Quem está acostumado ao tom mais denso e dramático de “Game of Thrones” e “A Casa do Dragão” pode se surpreender com a nova produção. “O Cavaleiro dos Sete Reinos”aposta em episódios mais curtos e em uma abordagem mais leve, com momentos cômicos, sem deixar de lado as cenas emocionantes.
À CNN, Peter Claffey e Dexter Sol Ansell falaram sobre essa diferença de tom e também sobre o desafio de manter em segredo a conquista de papéis tão aguardados pelos leitores das obras de George R. R. Martin. Confira a seguir:
Bem-vindos ao Brasil. Espero que vocês tenham tido tempo de fazer algo divertido.
Dexter: A viagem foi bem longa para mim, mas passei o dia inteiro na piscina. Não tem jeito, eu amo piscina. Mas você saiu, né, Peter?
Peter: Minha namorada veio comigo, então nós saímos e tomamos alguns drinques. Ela está adorando essas pequenas férias no Brasil. Também é a minha primeira vez aqui.
Dexter: A minha também. Estou adorando. O clima é ótimo e as pessoas são muito simpáticas.
Que bom ouvir isso. Vocês entraram em um universo que é amado no mundo todo. Como os fãs têm tratado vocês até agora, mesmo antes da estreia?
Dexter: As pessoas têm sido muito acolhedoras e extremamente gentis online. É meio surreal. Toda noite eu penso em tudo o que conquistei e ainda não consigo acreditar que sou ator. E não só isso, é incrível que uma história tão grande seja um dos meus primeiros trabalhos.
Peter: Eu sou um grande fã de “Game of Thrones”, então sei o quanto os fãs podem ser apaixonados. Espero que tenhamos feito justiça não só para quem assiste à série, mas também para todos que amam os livros.
Dexter: Meus primos são enormes fãs de Game of Thrones e, quando souberam que consegui o papel, ficaram em choque. Foi tipo: “O quê?! Meu primo está em um prequel de Game of Thrones? E não só isso, ele é o personagem principal?” Foi uma loucura.
Conseguir um papel em um universo tão amado é surreal, mas você não pode contar para ninguém à princípio, né? Como foi isso?
Dexter: Foi difícil guardar segredo por tanto tempo, mas eu simplesmente evitava o assunto. Ninguém nunca perguntaria algo assim, especialmente para mim. Ninguém chegaria e diria: “Ah, você fez teste para ‘Game of Thrones’?” Então deu certo. Não contei para ninguém até o anúncio oficial.
Peter: Manter segredo também foi difícil. Contei apenas para a família mais próxima. Depois foi ótimo finalmente poder compartilhar a notícia. Deu um pouco de medo, mas no fim a reação foi muito positiva, o que foi incrível.
Comparando “Game of Thrones” e “A Casa do Dragão”, “O Cavaleiro dos Sete Reinos” tem um tom diferente, mais leve e engraçado. Como é o clima no set?
Peter: Foi ótimo. A gente sempre comentava como o elenco era incrível. A química surgiu de forma muito natural, porque viramos amigos rapidamente. Isso ajudou muito a explorar tanto os momentos emocionais quanto os de comédia.
Dexter: Sim, e outra coisa é que tudo o que você vê no set realmente está lá. Isso foi meio chocante para mim, porque eu não esperava. Isso facilita muito a atuação, porque é bem mais difícil quando você precisa fingir que algo está ali quando, na verdade, não está.
Confira a entrevista em vídeo:
