Uma criança de 2 anos e meio morreu após um caso de envenenamento por chumbinho, na capital paulista. O caso foi registrado nessa quinta-feira (22) pelo 93º Distrito Policial (Jaguaré), que investiga a conduta da avó da vítima por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
De acordo com o boletim de ocorrência, os sintomas começaram no dia 16 de janeiro, logo após o café da manhã. A criança apresentou sudorese e tremores, o que segundo a avó da criança, fez ela suspeitar imediatamente de envenenamento acidental por raticida.
Em depoimento, a avó relatou que trabalha como catadora de materiais recicláveis e encontrou um saco de “chumbinho” durante o serviço.
Ela assumiu que utilizou a substância misturada a um pedaço de comida para afastar roedores de seu terreno, em uma área externa onde armazena as reciclagens. O veneno ficava guardado entre os materiais coletados.
Acesso ao veneno e internação
A investigada afirmou à polícia que a área onde o veneno foi colocado era separada por uma porta sem tranca, fechada de forma improvisada com vassouras.
No entanto, ela não soube explicar como a neta teve acesso ao local, mencionando que a porta poderia ter sido aberta por terceiros.
Ana Julia foi socorrida e levada ao Hospital Universitário da USP, onde passou por procedimentos médicos para a retirada da substância de seu organismo. A morte encefálica foi confirmada na quarta-feira (21).
A avó detinha a responsabilidade pelos cuidados da menina desde o nascimento, alegando que a mãe da criança não possuía condições de saúde para exercer a função.
Após o óbito, a autoridade policial requisitou o encaminhamento do corpo ao Instituto Médico-Legal (IML) para exames periciais. O caso segue sob investigação.
A CNN Brasil entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para pedir mais informações sobre o caso, mas, até o momento, não obteve retorno.
