Enquanto os EUA e o Irã participavam de negociações de cessar-fogo na terça-feira (7), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sabia que as conversas estavam avançando, mas permanecia incerto sobre qual seria a decisão de seu aliado, o presidente americano Donald Trump, disseram fontes israelenses à CNN.
No terreno, Israel se preparava para uma prorrogação de última hora do prazo de Trump. Mas, ao mesmo tempo, o exército estava de prontidão para uma escalada ainda maior, disseram três fontes israelenses.
Duas dessas fontes disseram que havia planos para uma operação conjunta entre EUA e Israel contra a infraestrutura nacional do Irã, com alvos já identificados.
“É tudo decisão de um homem só”, disse um alto funcionário israelense à CNN duas horas antes do prazo final de Trump expirar.
Não estava claro qual caminho Trump escolheria, mas o funcionário disse que havia “muitas pessoas próximas a Trump pressionando para que isso terminasse”.
A fonte observou que o vice-presidente JD Vance – em visita à Hungria para apoiar a campanha de reeleição de Viktor Orbán, aliado do movimento Maga (Make America Great Again) – desempenhou um papel “substancial”.
Netanyahu foi informado da decisão de Trump pouco antes de ela ser tornada pública.
Em um discurso realizado nesta quarta-feira (8), Netanyahu afirmou que o cessar-fogo entrou em vigor “em plena coordenação com Israel” e que seu país não foi pego de surpresa.
Nas últimas semanas, Netanyahu sabia que as negociações poderiam levar a um cessar-fogo temporário, mas estava bastante cético quanto à possibilidade de um acordo, mesmo com o avanço das conversas na terça-feira, segundo uma fonte israelense.
A fonte disse que Netanyahu expressou suas preocupações em conversas recentes com Trump, enfatizando as exigências de Israel de que as capacidades do Irã de enriquecer urânio e desenvolver mísseis balísticos sejam eliminadas, bem como a contenção das atividades de seus aliados na região.
Uma fonte israelense familiarizada com as negociações disse que Israel trabalhou durante a noite com os EUA para garantir que não aceitaria a exigência iraniana de incluir o Líbano no acordo de cessar-fogo.
