A Polícia Civil indiciou, em decisão divulgada nesta quarta-feira (15), a executiva de futebol do Grêmio Feminino, Bárbara Fonseca, pela prática de injúria racial. O fato ocorreu no clássico com o Internacional no fim de março, pelo Campeonato Brasileiro.
A investigação começou após a denúncia de um torcedor da torcida organizada Camisa 12, ligada ao Inter, que relatou ter sido vítima da fala proferida por Bárbara Fonseca: “Macaco, filho da p***”.
Em nota, o Grêmio reiterou “convicção na versão apresentada pela executiva de que não houve ofensa racial em nenhum momento”.
Tanto o clube gaúcho como a dirigente foram enquadrados no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.
O Grêmio pode perder o mando de campo e até pontos, além de uma possível multa de R$ 100 mil.
Bárbara Fonseca, por sua vez, pode pegar suspensão por até um ano, além da multa pelo mesmo valor citado acima.
A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) solicitou e aguarda decisão para que a executiva seja suspensa preventivamente até o julgamento.
A dirigente do Grêmio tem passagens por Cruzeiro e América-MG, antes de se transferir para o clube gaúcho.
