Resumo:
A primeira exibição de “O Convite” foi em janeiro de 2026 no Festival de Sundance, nos Estados Unidos, onde a atriz e diretora Olivia Wilde procurava por um distribuidor para os cinemas. Segundo a mídia local, a disputa pela aquisição do título durou 72 horas.
A A24, conhecida por produções como “Aftersun” e “Vidas Passadas”, foi quem venceu a briga ao pagar mais de US$ 12 milhões (cerca de R$ 51 milhões) pelos direitos nos EUA, superando empresas como Neon e o novo selo da Warner Bros, Clockworth. No Brasil, o longa estreia no dia 9 de julho, mas terá sessões antecipadas a partir deste sábado (27).
A comédia escrita por Will McCormack (“Se Algo Acontecer… Te Amo”) e Rashiada Jones (“Parks and Recreaton”) é estrelada por Edward Norton (“Clube da Luta”), Penélope Cruz (“Vicky Cristina Barcelona”), Seth Rogen (“Ligeiramente Grávidos”) e Olivia Wilde (“Não Se Preocupe, Querida”), que também assina a direção.
O elenco estrelado, a recepção em Sundance e a disputa por “O Convite” alimentaram um burburinho sobre o filme. O New York Post o definiu como a comédia mais engraçada do ano. Já o The Guardian manchetou: “Elenco estrelar brilha em comédia hilária”. A Variety comparou a trama com um clássico de Woody Allen.
Afinal, sobre o que fala “O Convite”?
Assistir ao filme sem saber qual é o tal “convite” torna a experiência ainda mais prazerosa, mas a construção da trama é tão cativante que, mesmo sabendo alguns detalhes, os dilemas, a tensão, as reviravoltas e a troca entre os personagens fazem o telespectador embarcar nessa história.
Ambientado em um apartamento, o longa começa com Angela e Joe se preparando para receber um casal de vizinhos enquanto discutem sobre esse encontro. Juntos há décadas, percebe-se rapidamente um desgaste na relação dos dois.
Apesar de morarem no mesmo prédio, essa é a primeira vez que eles recebem Piña e Hawk. Os barulhos emitidos por esses vizinhos vêm incomodando Joe há algumas semanas, o que o deixa pouco receptivo ao encontro.
A dinâmica entre os dois casais é (ou parece ser) bem diferente. Enquanto Angela e Joe parecem não conseguir se entender, Piña e Hawk exalam sensualidade e confiança. A noite, então, é recheada de desconfortos e descobertas. Os anfitriões ficam perplexos com as revelações do casal vizinho e batalham contra o desejo, o julgamento e a hipocrisia.
Com ajuda de uma trilha sonora à la filme de suspense e um espaço único e limitado, “O Convite” cria tensão enquanto arranca risadas com diálogos e textos afiados, liderados, principalmente, por Seth Rogen. A mistura dos dois gêneros, um elenco talentoso e entrosado e a dualidade entre dois casais criam um retrato cômico, duro e realista das relações românticas e individuais.

O impacto pós-filme pode ser grande. A reflexão está ali na cabeça, indo e voltando, mas a boca está doendo de tanto rir. “O Convite” é uma mistura no ponto dos dois gêneros e, talvez por isso, está conquistando tanta gente.
Recepção do público
O filme estreia nesta sexta-feira (26) nos Estados Unidos e na próxima semana em outros países, incluindo o Brasil. Mas a reação de personalidades da indústria, críticos, jornalistas e influenciadores que já tiveram a oportunidade de ver chamou a atenção nas redes sociais.
Em agregadores de notas e críticas online, como Rotten Tomatoes e Letterbox, “O Convite” recebeu 94% de aprovação e uma média de 4,1 em 5, respectivamente.
Assista ao trailer de “O Convite”
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