Royel Otis sobre vinda ao Brasil no Lollapalooza: “Vai ter algo especial”


Prestes a desembarcar no Brasil pela primeira vez, a dupla australiana Royel Otis já promete um show memorável no Lollapalooza Brasil. Em entrevista à CNN, Royel Maddell revelou que a apresentação terá surpresas para o público brasileiro e destacou a expectativa da banda para encontrar a energia dos fãs no país.

“Vai ter algo especial”, adiantou o músico, sem entregar muitos detalhes. A visita marca um novo momento na trajetória do duo indie, que vem ganhando projeção internacional após o sucesso do álbum mais recente e uma intensa agenda de turnês. A apresentação no Brasil ocorre em 22 de março.

Royel Otis fala sobre 1ª vinda ao Brasil no festival Lollapalooza

CNN: Oi, Roy, prazer em te conhecer. Essa é a nossa primeira entrevista juntos, então quero começar perguntando: quando você decidiu fazer música? E como, junto com o Otis, a dupla surgiu oficialmente?

Acho que decidi fazer música quando tinha uns 15 anos. Não sei exatamente por quê, mas talvez tenha sido por assistir aos vídeos de skate do meu irmão mais velho. Eles sempre colocavam músicas enquanto apareciam andando de skate.

Com o Otis, acho que foi há cerca de seis anos. A gente estava conversando e eu não fazia ideia de que ele sabia cantar — essa é a parte mais louca. Mas acontece que ele sabe cantar.

O cara canta muito bem. Então ele me mostrou uma demo de uma música que tinha feito, e eu mostrei várias demos que eu tinha feito também. E aí decidimos trabalhar juntos.

CNN: Como você descreveria a evolução do Royal Otis desde aqueles primeiros dias até agora?

Constante. Eu descreveria como constante.

CNN: Por quê? 

Porque tudo aconteceu de uma forma muito orgânica e natural. Claro que houve momentos difíceis, mas nunca pareceu realmente complicado descobrir o que queríamos fazer.

CNN: Quando vocês começaram a fazer música juntos, que tipo de som queriam explorar? Quais artistas ou cenas influenciaram vocês no início e agora?

No começo, a gente só queria soar como uma mistura de Daft Punk, The Cure e Frank Ocean. Mas, se alguém conseguir fazer isso, seria incrível — eu adoraria ouvir. Só que a gente não conseguiu. Mas sempre que citamos referências, geralmente são The Cure, Frank Ocean… e qual era o outro que eu falei? Ah, sim, o outro também.

CNN: Ser uma dupla influencia a forma como vocês escrevem músicas e tomam decisões artísticas? Como vocês equilibram as ideias um do outro?

Acho que a gente respeita muito as ideias um do outro. Existe muita confiança. Tenho certeza de que ele vai criar uma melodia vocal muito boa, assim como ele confia que eu também vou criar uma boa melodia vocal.

Como dupla é legal, porque você só precisa responder um ao outro. Acho que se tivesse mais gente envolvida, não conseguiríamos lidar. Seriam cozinheiros demais na cozinha, sabe?

CNN: O álbum recente de vocês está fazendo sucesso. Qual é a história por trás dele e por que você acha que ele se conectou com o público?

Acho que, com o ‘Hickey’, a gente tinha acabado de sair de um período grande de turnê. Acho que ficamos dois anos em turnê. Então foi tipo: ‘ok, hora de fazer outro álbum’. Entramos no estúdio e fomos fazer acontecer.

Acho que essa urgência e o quanto a gente estava se divertindo enquanto fazia o álbum talvez tenha passado para os ouvintes, eu não sei. Se eu soubesse exatamente o que faz algo ser agradável para o público, tentaria reproduzir isso sempre. Mas acho que é mais sobre fazer o que você ama. Na verdade, não esperávamos que o álbum fosse se sair tão bem quanto se saiu. É muito legal.

CNN: As letras de vocês frequentemente falam sobre relacionamentos, juventude e confusão emocional. Essas histórias vêm mais de experiências pessoais ou de observações das pessoas e do mundo ao redor?

Vêm das duas coisas. Às vezes algumas músicas que as pessoas acham super românticas, sobre alguém especial, na verdade foram escritas de propósito sobre… um cachorro de estimação, por exemplo. Escrever canções de amor é fácil, mas é mais difícil escrever uma música sobre a relação entre você e um controle remoto de TV, sabe?

CNN: Esta será a primeira vez de vocês no Brasil, no Lollapalooza. Quais são as expectativas? Você já ouviu falar de como o público brasileiro pode ser apaixonado?

Sim. Minhas expectativas são altas, mas só porque todo mundo fala coisas incríveis sobre o Brasil. Estamos muito animados. Será nossa primeira vez aí. Pelo que dizem, o público é simplesmente selvagem (no bom sentido). Vai ser muito divertido e mal podemos esperar.

CNN: O que os fãs podem esperar do show aqui? Vocês estão planejando algo especial para o público brasileiro?

Sempre. Muita energia, com certeza. Talvez… não sei quanto posso falar, mas vai ter algo especial.

CNN: Existe algum fato curioso ou divertido sobre o Royal Otis que os fãs brasileiros deveriam saber antes do show?

Um fato curioso é simplesmente que estamos muito animados para chegar aí e nos divertir com vocês. Então saibam disso antes do show, durante e depois do show.

CNN: Li um artigo do ano passado que chamava vocês de “a próxima sensação do indie rock”, o que é um rótulo grande. Vocês têm ambições assim? Como lidam com esse tipo de expectativa da indústria hoje em dia?

Sempre existe muita pressão. Mas ‘a próxima sensação do indie rock’… eu gostaria de ser apenas ‘a próxima sensação’, ponto final. Sem rótulos no rótulo, sabe? Mas tudo bem, é um elogio as pessoas dizerem que gostam do que fazemos, então obrigado por isso.

CNN: Vocês acabaram de lançar o “Hickey” e estão vindo ao Brasil. Quais são os outros planos para 2026?

Vamos para o Brasil, depois vamos trabalhar em outro álbum. Vamos lançar esse álbum, fazer mais algumas turnês também. Basicamente: lançar o álbum, fazer turnê… e repetir o processo.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/royel-otis-sobre-vinda-ao-brasil-no-lollapalooza-vai-ter-algo-especial/

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