Eliezer explica bastidores de reality polêmico e remuneração de empregados

Resumo:

Após o lançamento do segundo episódio do reality show “As Patroas”, estrelada por seus funcionários, o influenciador Eliezer deu mais detalhes sobre como foi planejada a atração em suas redes.

O influenciador participou do “Melhor da Tarde”, na Band, e esclareceu alguns pontos que foram muito criticados pelo público, entre eles cenas como os funcionários buscando moedas dentro do lixo e do vaso sanitário. “Foi uma cena para chocar. A gente convidou todo mundo para participar, passamos a ideia dos episódios, dois por semana, e que um é um desafio e que vai ser ligado a uma crítica.”

Ele acrescenta que as cenas que levantaram críticas eram “planejadas, mas autênticas”, com o objetivo de atrair atenção para a atração. “A gente colocou ali justamente para chamar atenção mesmo… Você pode ver que o vaso está limpo (…) era um papel amassado, que a gente colocou ali (sobre o lixo). Antes dessa cena, tem a Viih colocando a mão; era um papel que não estava sujo. Era uma coisa ‘combinada mas real’. Mas eles realmente colocaram a mão nesses lugares, mas foi combinado antes.”

“Eles foram convidados, toparam, assinaram contrato, receberam por isso, recebem por episódio, além do prêmio. O direito de imagem eles também estão recebendo”, esclarece Eliezer sobre um outro ponto discutido pelo público, sobre como seria feito o repasse de lucros para os personagens desse reality.

O ex-BBB explicou que ficou surpreso com a repercussão, inclusive por terem sido intimados pelo Ministério Público. Após a intimação, ele conta que a primeira decisão foi interromper o programa e o episódio inicial chegou a ser tirado de suas redes. Porém, eles refletiram que a mensagem não seria compreendida pelo público se o reality fosse cancelado e, por isso, o segundo episódio foi antecipado e saiu nesta quinta (2).

“Eu tenho tentado mudar o meu conteúdo e falar de assuntos mais sérios, e a gente fala, fala, fala, e nunca repercute nas páginas. A Viih já havia feito isso antes, é uma forma de marketing”, e explica que a proposta era chamar atenção para a pauta do fim da escala 6×1 no Senado.

Sobre a onda de críticas, o empresário refletiu ter ficado muito assustado com a repercussão. “Como influenciador, quando a gente escolhe esse formato para chamar atenção, a gente decide assumir os riscos.”

Entenda a polêmica sobre o reality show “Patroas”

A iniciativa gerou forte repercussão negativa nas redes sociais. As críticas levaram o caso a ser investigado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em São Paulo. Paralelamente, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) publicou um alerta sobre a exposição de empregados em situações potencialmente constrangedoras, destacando que esse tipo de prática pode configurar assédio moral e violar direitos trabalhistas.

Até o momento, a investigação segue em andamento e não houve aplicação de multas ou outras sanções aos influenciadores.


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